ANO NOVO, VÍRUS PERSISTENTE: O ESTRESSE E A PANDEMIA QUE SE ARRASTA

By 5 de janeiro de 2022 TEPT

ANO NOVO, VÍRUS PERSISTENTE: O ESTRESSE E A PANDEMIA QUE SE ARRASTA

Por José Paulo Fiks

Neste começo de 2022 a esperança se vê novamente desafiada pela pandemia que teima em continuar.

Nestes dois anos de covid-19 já passamos pelo susto, medo, luto e estresses de todo o tipo: Como age o vírus? Quando serei contaminado? Como tratar? Quando tomarei a vacina? Quando tomarei o reforço? Ainda estou imune? Posso ser contaminado pela segunda vez? Realmente ainda há perigo de quadros graves e morte com as variantes?

São tantas perguntas que nos fazemos e aos outros que já estamos acostumados por um “não saber”.

Mesmo que o perigo maior de morte parece ter passado, mesmo com as mais novas e contagiantes variantes que parecem ser menos letais, estamos longe de uma estabilidade que permita uma “normalidade”.

A psiquiatra e pesquisadora norte-americana Judith Herman, ainda na década de 1990 propôs três condutas para abordar o trauma psíquico de qualquer espécie. Essas três formas podem ser adaptadas facilmente para esse tempo de pressão psicológica constante conhecida como estresse, que pode levar a uma experiência traumática.

Em primeiro lugar necessitamos de um conforto. Sono, alimentação, hidratação, exercícios físicos, estímulo à espiritualidade, meditação, apoio religioso, lazer e descanso são fundamentais. Para aqueles que ficaram doentes, uma medicação pode ser indicada, sempre levando em conta o quadro apresentado e os hábitos do sujeito acometido.

Em segundo lugar devemos avaliar nossos potenciais e limites, sempre com foco na realidade. O abastecimento de notícias por fontes confiáveis é básico. Quais nossas forças utilizadas ou ainda as possíveis para o enfrentamento dessa situação tão aborrecida e ainda assustadora? Qual nosso limite para parar?

Finalmente, a interação social é basal para checarmos nossas informações, nossas dúvidas, unirmos forças para enfrentarmos e nos reinventarmos diante dessa situação sem data marcada para terminar. Redes sociais foram pensadas para a interação social, embora isso tenha sido deturpado. Voltemos às origens desse enorme potencial e utilizemos essa ferramenta para o fomento civilizatório e humanista.